Turismo fatura R$ 10,2 bilhões em junho deste ano

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus continuam a ser sentidos pelos setores da economia. O turismo nacional faturou R$ 10,2 bilhões em junho, o que representa uma alta de 47,3% na comparação com junho de 2020, auge da crise sanitária de saúde. Os dados são do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). De acordo com a pesquisa, o valor atual ainda é 26,3% menor do que o registrado no mesmo período de 2019, quando não havia pandemia.

De acordo com os dados, a atividade que mais contribuiu para a redução do faturamento no primeiro semestre foi o transporte aéreo, com queda de 16,2%, pressionando o resultado em -4,23 pontos percentuais. É o caso da dona de casa e cearense Márcia Pereira, atualmente radicada em São Paulo, desde o junho de 2020 está com viagem marcada para visitar os pais no Interior do Estado, mas em razão da pandemia tem constantemente adiado. “É o jeito ir adiando. Tenho crianças e muito medo de contrair o vírus. A saudade é grande, mas é mais importante nesse momento esperar um pouco mais”, disse ela que espera, finalmente, conseguir viajar em dezembro deste ano.

No sentido contrário da pesquisa caminha o transporte terrestre, tanto intermunicipal como interestadual que teve alta de 8,2% e 1,48 ponto percentual de impacto no desempenho geral. Quando comparado ao período anterior ao da pandemia, o levantamento mostrou que, com o faturamento R$ 3,6 bilhões abaixo do registrado até então, cinco dos seis grupos analisados ainda estão no negativo e não se recuperaram totalmente. As maiores quedas foram observadas nos grupos transporte aéreo (45,2%), serviços de alojamento e alimentação (29,7%) e atividades culturais, recreativas e esportivas (25,3%).

“Será muito importante que os empresários do setor desenvolvam estratégias de divulgação, promoções e fidelização de clientes para que o turismo doméstico se mantenha como item constante no orçamento das famílias”, disse a presidente do Conselho de Turismo da Fecomercio-SP, Mariana Aldrigui, ao comentar a pesquisa.

Para o órgão, a expectativa é a de que a redução das restrições e o avanço da vacinação proporcionem, no segundo semestre, um ritmo maior na retomada do setor. “Importante ressaltar, contudo, que esta volta à normalidade depende do respeito aos protocolos de distanciamento, de higienização e utilização de máscaras. Além disso, a vacinação deve ser incentivada, pois é uma das variáveis essenciais para o retorno seguro”.

No Ceará, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor registrou crescimento de 2,4% entre março e abril, um crescimento de 46,9% se comparado ao mesmo período do ano passado, auge da pandemia.

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