Operação Hasta desarticula esquema fraudulento atuante na Capital

A Superintendência da Polícia Civil do Ceará (PC-CE) divulgou, nessa quarta-feira (7), o resultado da Operação Hasta, deflagrada pela PC-CE na última terça-feira (6), que age na investigação dos crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação atuava, de maneira simultânea, em quatro cidades cearenses: Fortaleza, Caucaia, Itatira e Pacatuba e culminou na prisão de envolvidos, apreensão de dinheiro falso, veículos, armas de fogo, aparelhos eletrônicos e documentação fraudulenta.

A ofensiva contou com um efetivo de 75 policiais civis, que deram cumprimento a 15 mandados de busca e apreensão domiciliares, resultando no sequestro de 38 veículos e de um imóvel, além do bloqueio de ativos financeiros – que giravam em torno de R$ 2 milhões – em centenas de contas bancárias associadas aos alvos da investigação. Osmar Berto, titular da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), contou que o início das investigações se deu após um acidente fatal, ocorrido na BR-020, há um ano, quando a vítima, mesmo depois de morta, “transferiu” uma empresa que possuía para outra pessoa.

“Passamos a investigar a vítima e as pessoas as quais o empreendimento foi concedido e concluímos que sujeitos interpostos, conhecidos popularmente como laranjas. A partir disso, descobrimos que existia um grupo de, pelo menos, dez empresas, na mesma situação, que negociavam licitações milionárias para a prestação de serviços com inúmeras prefeituras no Ceará, mesmo sem possuírem as mínimas condições técnicas de executá-los”, disse.
Além dos bens materiais e do montante apreendido em cédulas falsas de diversas moedas, foram capturadas oito armas de fogo – sendo duas espingardas calibre 12, uma espingarda calibre 28 e uma espingarda calibre 22; dois revólveres, um de calibre 32 e o outro de calibre 38; uma pistola calibre 22 e um rifle calibre 40 -, várias munições, diversos aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores, e uma vasta documentação concernente aos crimes praticados pelo grupo.

A operação resultou, ainda, na captura, em flagrante, de dois suspeitos. Uma por falsificação de moeda, na qual o flagrante foi lavrado na Polícia Federal (PF), enquanto a outra pessoa foi presa por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas. Durante a execução da segunda prisão, em Itatira, o criminoso chegou a atirar contra os policiais no ato da abordagem, com o flagrante sendo registrado na Delegacia Regional de Canindé. A identidade dos presos, no entanto, é preservada para que não atrapalhe o andamento das investigações.

Próxima fase
Segundo Berto, a segunda fase da operação cujo nome é de origem árabe e significa “sob lança”, ou seja, afirma que “debaixo da lança, nada deveria ser oculto, não podendo haver suspeitas em um contrato ou em um negócio”, consiste na investigação do conteúdo apreendido, com o objetivo de descobrir mais empresas e pessoas envolvidas.
“A expectativa agora é de que, com o desenrolar da investigação, a gente consiga alavancar a operação, avançando no que diz respeito aos crimes cometidos contra administração pública”, comenta.

O delegado também ressalta a importância da população no trabalho policial, pois, para ele, as informações repassadas contribuem bastante com as investigações. Para denunciar, é preciso ligar para o (85) 3472-6687, telefone da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor). ‬As denúncias também podem ser feitas por meio do número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou via WhatsApp, pelo (85) 3101-0181, alternativa que viabiliza o registro da acusação por mensagem de texto, áudio, vídeo e foto. Em todos os casos, a SSPDS garante a manutenção do sigilo e do anonimato do denunciante.

Fonte: https://oestadoce.com.br/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *