Cesta básica em Fortaleza é a mais cara do Nordeste

Impactados pelas medidas de isolamento social, queda do rendimento salarial e aumento dos preços dos alimentos e vestuários, muitos moradores da Capital viram como melhor solução começar a consumir dentro dos bairros onde residem. Somente no mês de maio a cesta básica de Fortaleza, com os 12 produtos essenciais que a compõe, chegou a R$532,21, sofrendo inflação de 1,32% e sendo ainda a mais cara do Nordeste, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Contudo, esse valor pode apresentar variações em cada regional da cidade, em levantamento feito pelo Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza), em fevereiro deste ano, foram apontadas diferenças de quase R$190 a depender da regional que o consumidor está inserido. Um dos itens mais consumidos pelos fortalezenses, o café de 100 gramas da mesma marca apresentou oscilação de 7,5% em diferentes supermercados presentes em outros bairros.

Essa variabilidade também foi notada em itens como frutas e hortaliças, em pesquisa de valores o quilo da banana prata custava R$2,19 e R$1,99, em diferentes supermercados presentes nos bairros Conjunto Ceará e Monte Castelo, respectivamente. Nos mesmos estabelecimentos, outro alimento que apresentou essa flutuação de preço foi a batata inglesa que mostrou oscilação de 16%. Apesar da diferença em centavos, essa variação de preços impacta substancialmente o bolso do consumidor.

De acordo com a aposentada Andreia Lima, moradora do bairro Granja Lisboa, nos últimos meses o seu consumo em pequenos comércios do seu bairro aumentou na medida que os preços nos grandes mercados começaram a elevar. “Ultimamente, tenho preferido comprar nas bodegas que tem perto da minha casa, o preço é bem menor e eu consigo comprar mais coisas para dentro de casa”, diz Lima. A aposentada ainda afirma que pretende continuar comprando o essencial nos negócios ao seu redor, mesmo após a estabilização dos preços.

Apesar da diferença de lugares, o professor Filipe Machado, residente do Meireles, afirma que também sente a diferença de preços dentro do seu bairro. “A variação de preços é bem grande dentro do Meireles, perto de onde moro tem dois mercadinhos que praticam preços bem diferentes. Em um o refrigerante custa R$7,10 e no outro é $10, preciso sempre pesquisar o que vale a pena comprar em um e no outro, ou quando ir ao supermercado e qual ir, pois a diferença é grande”, finaliza.

Vestuário
No setor de vestuário da Capital, os baixos preços têm atraído os consumidores para o comércio local. Lojas presentes nos bairros têm apresentado crescimento em suas vendas nos últimos meses e vendas a prazo dominam a escolha dos clientes. “Tenho percebido um aumento, acho que é por causa dos preços, aqui não tem os mesmos preços de uma loja de shopping e também eu ofereço para pagar como o cliente quiser, pode ser à vista, no cartão ou aos poucos”, diz a vendedora Ivomar Souza.

A vendedora ainda afirma que muitos de seus clientes confirmam que sentiram a elevação dos preços em estabelecimentos presentes em shoppings. “Eles reclamam do valor e do gasto para chegar até o local, fica mais acessível comprar nas redondezas de suas casas”, finaliza Souza.

Fonte: https://oestadoce.com.br/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *