Alece: 15,2% dos deputados em exercício são suplentes

Dos 46 deputados estaduais que integram a atual formação da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), apenas 39 foram de fato eleitos como deputados em 2018, ocasião do último pleito para esse cargo. Sete desses, equivalente a aproximadamente 15,2% do total, deixaram o Parlamento – seja por tempo indeterminado, para assumir posição na administração pública, seja temporariamente –, dando lugar a suplentes.

As mudanças muitas vezes refletem movimentos para as eleições de 2022, uma vez que a participação dos suplentes no processo legislativo lhes dá espaço. Em outros casos, como com Oriel Nunes Filho (PDT), o parlamentar preenche a lacuna que foi deixada após um colega assumir cargo no Poder Executivo – nesse caso em particular, foi o que ocorreu com Zezinho Albuquerque (PDT), que foi convocado pelo governador Camilo Santana (PT) para assumir a Secretaria de CIdades ainda no início de seu segundo mandato.

Alterações
As movimentações interferem principalmente com as bancadas do MDB e do PDT, com esta última sendo a mais numerosa da Assembleia hoje. No caso dos pedetistas, além de Oriel Nunes Filho, também tomou posse Ferreira Aragão, que chegou à casa em abril deste ano para substituir o correligionário Marcos Sobreira. “Sempre tive um grande respeito pelos meus colegas deputados e fico contente em estar de volta para representar e buscar os interesses do povo cearense, principalmente durante esse período muito difícil que o Ceará está atravessando”, disse Aragão ao tomar posse, há pouco mais de três meses.

Na mesma ocasião, foi empossado também o suplente George Lima (PV), para ficar no lugar de Acrísio Sena (PT), que também tirou licença de 120 dias. “Foram muitas dificuldades que a pandemia trouxe para o nosso estado e sou grato pela oportunidade de poder colaborar, ombreado ao governador Camilo Santana”, disse.

MDB
O MDB, porém, é quem concentra o maior número de suplentes em exercício no momento atual, com três dos sete sendo do partido. Na ocorrência mais recente, o ex-prefeito de Tejuçuoca Edilardo Eufrásio assumiu no lugar de Walter Cavalcante, que está hoje de licença. Mas, além dele, já haviam tomado posse Gelson Ferraz e Rafael Branco, também do mesmo partido, no último mês de maio, assumindo respectivamente as cadeiras de Danniel Oliveira e Leonardo Araújo.

Danniel, ao sair, também acabou mudando a composição da Mesa Diretora da casa: a segunda Vice-Presidência, que ele ocupava, passou a ser exercida pela deputada Fernanda Pessoa (PSDB). Mudaram também as posições da liderança do próprio MDB na casa: com o afastamento de Leonardo Araújo, assumiu como líder da legenda na Assembleia o deputado Davi de Raimundão, enquanto Rafael Branco ficou como vice-líder.

As entradas dos novos nomes do partido na casa teriam ocorrido antes, em meados do ano passado, mas acabaram adiadas por conta da tramitação da Lei Orçamentária Anual do estado para 2021. Caso as licenças tivessem sido tiradas na ocasião, os titulares perderiam a chance de incluir na matéria emendas para contemplar o próprio eleitorado.

Outros
Também no último mês de maio, o deputado Carlos Felipe (PCdoB) tirou licença de 120 dias, para dar espaço ao delegado da Polícia Civil Diego Barreto (PTB). Ao tomar posse, ele lamentou as mortes causadas pela pandemia da covid-19 e ressaltou que trabalhar pelo povo é uma função nobre. “Homenageio todos aqueles que perderam entes queridos. Estamos passando por um momento muito difícil, mas vamos acreditar em um futuro melhor. Quero dar o meu melhor, buscar soluções ao lado do povo e trilhar o caminho do bem”, disse. Após a troca, houve alteração ainda na liderança do PCdoB na casa, que passou a ser ocupada pela deputada Augusta Brito.

Além dos suplentes que hoje atuam no lugar de deputados licenciados, outros já chegaram a assumir em definitivo as vagas – nos casos em que os titulares renunciaram aos cargos no Legislativo para assumir prefeituras após se elegerem em 2020. Com isso, no final do ano passado foram efetivados Davi de Raimundão (MDB), Gordim Araújo (MDB), Toni Brito (Pros), Manoel Duca (PDT) e Lucílvio Girão (PP).

Fonte: https://oestadoce.com.br/

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